sexta-feira, 18 de maio de 2012

Minha interpretação de Civil War - G n' R





"O que temos aqui é falha na comunicação.
Alguns homens você simplesmente não pode alcançar
Então você tem o que tivemos aqui semana passada
Que é a maneira como ele quer, bem, ele consegue!
E eu não gosto disso tanto quanto vocês homens."

Essa parte foi retirada do filme "Cool Hand Luke", aconselho assitir ele para entender

Veja seus jovens lutando
Veja suas mulheres chorando
Veja seus jovens morrendo
Da maneira que sempre fizemos antes

Não são necessárias palavras para interpretar essa estrofe, justamente os jovens que entram no exército, deixam suas amadas em casa, são selecionados para guerra, lá morrem, do jeito que sempre fizeram antes, pois isso existe desde os tempos A.C., quando os jovens eram selecionados para entrarem para o exército dos reis e imperadores.

Veja o ódio que estamos criando
Veja o medo que estamos alimentando
Veja as vidas que estamos perdendo
Da maneira que sempre fizemos antes

O ódio que criamos – as injustiças do mundo, como fome e miséria criam revolta entre aqueles que querem justiça, e quando esses tem a chance de tentar mudar o mundp, não desperdiçam, por isso temos tantas mortes, brigas e guerras de rebeldes.

Medo que alimentamos – não é nossa culpa o medo que sentimos, ele apenas nasce e se fortifica cada vez que vemos uma situação tão, mas tão traumatizante, como civis morrendo por mãos de ativistas, a polícia não fazendo nada, enquanto os que deveriam estar nas mãos desses ativistas, os que criaram a revolta (geralmente políticos ou pessoas de poder legislativo), estão lá em suas mansões comendo seu caviar e assistindo tv a cabo.

As vidas que perdemos – exatamente por termos criado o ódio e alimentado o medo

Da maneira que sempre fizemos antes – repetindo, sempre aconteceu isso, enquanto os reis e imperadores, os ditadores e presidentes , estão desfrutando dos luxos de suas épocas, o povo sofre em desespero por não terem justiça, não terem a segurança daquele que está no poder, principalmente nos dias de hoje. Você elege a pessoa porque acredita nela, e não vê mudanças.

Minhas mãos estão amarradas
Os bilhões passam de um lado para outro
E a guerra continua com orgulho de mentes lavadas
Pelo amor de Deus e por nossos direitos humanos

Minhas mão estão amarradas – enquanto vemos o sofrimento não podemos fazer nada

Os bilhões passam de um lado para outro – poderiam ser os bilhões de tiros trocados, bilhões em dinheiro que se negociam durante a guerra, ou os bilhões de corpos ou restos de corpos que são recolhidos após o fim dos confrontos

E a guerra continua com orgulho de mentes lavadas
Pelo amor de Deus e por nossos direitos humanos – as mentes estão “lavadas” pelo orgulho do soldado que luta pela paz, por Deus, pelos direitos humanos, mas algo que faltou nessa letra é que ele luta mais pelo orgulho de morrer pela sua pátria, sem saber ele que, as pessoas que representam a pátria não dão a mínima para um soldado a menos, quando se têm muitos na fila que querem servir o exército. Esse soldado que morre, pode até ganhar um nome em alguma rua, um quadro em algum museu, uma indenização para a família, mas é esquecido, porque, na boa, quem ainda visita museu, quem se importa com quem foi o cara que aquela rua leva o nome, e ainda mais, nunca estudei um único soldado, um único sargento, tenente, seja lá qual cargo foi, que não tenha saído do exército. Já estudei militares, mas só aqueles que viraram presidentes.

E todas essas coisas são deixadas de lado
Por mãos sangrentas que o tempo não pode perdoar
E que são lavadas pelo seu genocídio
E a história esconde as mentiras de nossas guerras civis

E todas essas coisas são deixadas de lado
Por mãos sangrentas que o tempo não pode perdoar
E que são lavadas pelo seu genocídio – as coisas deixadas de lado são o amor de Deus e os direitos humanos citados na última estrofe. Você se esquece de pelo que luta quando se está sujo pelo sangue de seu inimigo, ou de seu amigo, que acabou de morrer ao seu lado, que você nunca vai esquecer, não importa quanto tempo passe, pode superar, mas nunca esquecer isso.
E a história esconde as mentiras de nossas guerras civis – antes de comentar esse verso, quero dizer que peguei a letra em um site de letras de músicas, então não sei se hides the lies (esconde as mentiras) possa ser uma expressão para “esconde as verdades”, mas continuando, eu já estudei sobre apenas uma guerra civil, que foi contra a ditadura de Getúlio Vargas, mas sabem o que eu aprendi na aula? Que Getúlio ganhou o poder criou uma ditadura, o povo se rebelou, lutou, muitos morreram, e a história acaba com o suicídio dele, foi isso, resumidamente falando. E quando eu pergunto para alguém que viveu naquela época, eles contam histórias tão horríveis, tão desumanas de o que os soldados faziam para os rebeldes capturados. Um tempo atrás perguntei para o meu professor e ele disse “eu estudei a era Vargas também quando tinha a idade de vocês. Eu lembro de que foi só um bimestre inteiro sobre ela, agora quando eu fiz faculdade, não aprendi muito e não posso ensinar o que aprendi quando criança porque não me lembro direito.” Então acho que é isso que a história faz, tenta apagar as cagadas de quem já comandou para que o povo nunca possa pensar mal sobre aquilo.

Você vestiu uma braçadeira preta
Quando atiraram no homem
Que disse "A paz pode durar para sempre"
E nas minhas primeiras memórias
Eles atiraram em Kennedy
Eu fiquei anestesiado quando aprendi a ver

Você vestiu uma braçadeira preta
Quando atiraram no homem
Que disse "A paz pode durar para sempre" – Nessa parte sobre vestir a braçadeira preta, seria entrar de luto quando mataram Kennedy, um que acreditava na paz, ou pelo menos dizia acreditar.

E nas minhas primeiras memórias
Eles atiraram em Kennedy
Eu fiquei anestesiado quando aprendi a ver -  deve ter isso um desabafo de Axl Rose, ou seja quem compôs a letra pois era criança quando ocorrido.


Então eu nunca senti pelo Vietnã
Temos as paredes de Washington para nos lembrar
Que você não pode acreditar na liberdade
Quando não está em suas mãos
Quando todo mundo está lutando
Por sua terra prometida

Vou comentar a estrofe inteira aqui, ele nunca sentiu pelo Vietnã, pois deve ter aprendido algo importante com isso, e aprendeu, com o memorial nas paredes de Washington, tantas pessoas morreram, por nada, aí ele percebeu que não se pode acreditar na liberdade, quando ela não está em suas mãos, porque se eu acredito na liberdade, meu inimigo também acredita, só que um de nós não acorda no fim disso tudo, ou seja, todos lutam pela sua “terra prometida”, que pode ser o motivo pelo qual cada um briga, paz, igualdade, entre outros, mas sendo que só muitos sonhos, dos dois lados, morrem nessa tentativa de alcançar a Utopia.

E eu não preciso de sua guerra civil
Ela alimenta os ricos enquanto enterra os pobres
Sua fome de poder vendendo soldados
Em um mercado humano, não é uma graça?
Eu não preciso de sua guerra civil

Eu não preciso de sua guerra civil, pois enquanto eu luto e morro pelo meu país, os pobres sofrem e os ricos tem toda a segurança que precisam. A falta de comida na guerra faz com que a alimentação se torne um luxo, apenas para quem tem dinheiro para ela. O mercado humano citado, para mim, é o campo de guerra onde os chefes de Estado negociam quantos vão “levar”, quantos vão matar.

Olhe os sapatos que você calça
Veja o sangue que fazemos jorrar
Veja o mundo que estamos matando
Da maneira que sempre fizemos antes

Olhar para os sapatos, para ver o desgaste que se sofreu até aqui, os quilômetros percorridos com eles atirando e rezando para não ser morto. O sangue que fazemos jorrar, essa vai para o soldado, que para pra pensar sobre tantas vidas que ele tirou, só para que não tirassem a dele. O mundo que matamos, logicamente são as vidas que tiramos, mas não só vidas de pessoas, animais que matamos, as bombas nucleares que contaminam o solo daonde caem, os as esperanças nos corações de todos nós que morrem quando vêem pessoas tirando suas vidas sem motivo, porque sinceramente, qual o sentido de uma guerra, no fim todos os lados perderam vidas, estão com seus países destruídos, sem nem ter o que comer, como recomeçar tudo de novo?

Veja a dúvida que temos engolido
Veja os líderes que temos seguido
Veja as mentiras que temos engolido
E eu não quero mais ouvir nada

A dúvida e as mentiras que aguentamos para que não sejamos punidos por isso. Os líderes que seguimos, bem, posso usar Hitler e Mussolini para explicar essa parte, se alguém aí viu o discurso do Hitler, viu que ele falava enquanto milhares de pessoas aplaudiam e gritavam em apoio a ele, enquanto matava tantas pessoas inocentes só por não serem da mesma raça, que já não é um termo que se deve usar com pessoas, vamos colocar então que ele matava por não terem a mesma nacionalidade.

Minhas mãos estão amarradas
Por tudo que vi mudei minha maneira de pensar
Mas a guerra continua à medida que os anos passam
Sem amor à Deus ou direitos humanos

As mãos estão amarradas, já comentei isso, amarradas por ver tudo aquilo e não poder fazer nada. Por tudo o que vi mudei minha maneira de pensar, porque vi o sofrimento de frente, vi o que é a injustiça, então é nesse momento que a pessoa deixa de acreditar que o mundo pode ser melhor. Mas a guerra não para, já não se tem mais amor à Deus ou direitos humanos aqui, só se tem sofrimento e amor apenas para a própria vida.

Porque todos estes sonhos são deixados de lado
Por mãos sangrentas dos hipnotizados
Que carregam a cruz do homicídio
E a história carrega as cicatrizes de nossas guerras civis

Todos os sonhos de cada um na guerra ficam para segundo plano, esperando que um dia possam retomá-los. Por mãos sangrentas, não que elas estejam mergulhadas em sangue, mas as vidas tiradas por elas, o sangue jorrado por elas, que fazem o soldado carregar o peso das vidas que tirou, e mesmo que o tempo passe, a história ainda terá alguém para contar o que aconteceu.

"Nós fazemos aniquilação seletiva de
Prefeitos e oficiais de governo
Por exemplo, para criar um vazio depois preenchemos o vazio
Enquanto a guerra popular segue, a paz está próxima"

Nós matamos oficiais para acabar com os conflitos, mas cria um vazio na sociedade, sempre vai precisar ter alguém fazendo o mal, e o nosso governo atacando essa pessoa, mas para eles, quem estão errados somos nós, e conforme a guerra passa, quem sabe a paz chega?

E eu não preciso de sua guerra civil
Ela alimenta os ricos enquanto enterra os pobres
Sua fome de poder vendendo soldados
Em um mercado humano, não é uma graça?
Eu não preciso de sua guerra civil
Eu não preciso de sua guerra civil
Eu não preciso de sua guerra civil
Eu não preciso de sua guerra civil
Sua fome de poder vendendo soldados
Em um mercado humano, não é uma graça?
Eu não preciso de sua guerra civil
Eu não preciso de mais uma guerra
Eu não preciso de mais uma guerra

Já comentei o refrão...

O que há de tão civil em uma guerra

Sem palavras, a frase se explica por si só.

3 comentários:

  1. Mas rapaaaz, curti dmais essa sua interpretaçao.Se me permite irei usar alfuns trechos em um trabalho escolar! Vlw,abraços!!

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  2. Olá sou o Leozinho gostei muito da sua interpretação eu que intendo de geu política

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  3. Muito boa interpretação, parabéns!

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